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O entrevistado deste mês é o Caê. Ele entrou na época da logística em 98, saiu e depois voltou, tornando-se especialista na área de Contabilidade. 

Com tantas viagens e implantações, configura os relatos de histórias engraçadas e outras dicas e conselhos emocionantes.

Como foi seu início na Sonner e a transição da logística para a contabilidade?

Eu tentei procurar minha carteira de trabalho mas eu não achei. Eu penso que foi ou final de 98 ou comecinho de 99. Eu tinha 16 pra 17 anos. Lá na Osório José da Cunha, no Custódio Pereira. A empresa não se chamava Sonner. Ela tinha o nome Sonner, mas lá no pessoal do reembalamento e logística, era SICS ADM. Então é isso, eu sou dessa época… Resumindo, eu era chapa. O Jandson fala que a força que eu tenho hoje, foi ele que me ajudou, ele que contribuiu com a minha força…

E como é que foi essa transição? Eu acho que eu saí em 2000, em janeiro. Depois entrei no exército, estive alguns anos fora e voltei em 2006. Nós fomos no casamento do Carlos e da Fernandinha… O Carlos que toma conta do projeto FDE. Então, eu fui com o Jandson e com a Sô (Solange). Nós fomos de carona, eu e a Vanusa, nós éramos noivos na época. E aí ele perguntou: “Caêzão, como estão as coisas?” Eu falei: “Cara, tô trabalhando vendendo sistema pra contabilidade privada.” Porque a gente nunca perdeu o contato. Na verdade, eu me considero parte da família. Ele falou: Cara, quem sabe você não volta pra empresa, pra mexer com Contabilidade. O que você acha?” Eu pensei: é uma boa. E um belo dia eu voltei. Isso foi em 2006. O Jandson falou: “Você começa tal dia, passa na Solange que a gente já vai começar a viajar”. Na outra semana eu já tava viajando.

Nós da equipe da contabilidade, os meninos a maioria deles tem formação na área. A gente é contador por experiência.

Qual foi o 1º cliente que você foi? Você lembra?

Serra do Salitre, comecei a viajar com o Antônio. E depois alguns clientes pequenos, Estrela do Sul, se não me engano era cliente nosso. E aí nós fomos pra Poços de Caldas. A implantação de Poços de Caldas. E aí o bicho pegou mesmo! Tinha uma equipe muito grande e nós ficamos alguns meses lá em Poços de Caldas, saindo domingo depois do almoço e chegando na sexta de noitinha. Ficamos nessa pegada aí 6 meses mais ou menos.

Quais são os maiores desafios da área de Contabilidade?

A meu ver, é a prestação de contas. O que rege o município hoje é a prestação de contas. A contabilidade pública é uma só. Tem uma lei específica que rege ela, existem os órgãos reguladores, que são os tribunais de contas dos estados, especificamente. Então, por exemplo, quando você pega São Paulo, o sistema precisa atender, precisa funcionar de uma maneira que vá atender São Paulo, o layout daquele estado. Minas é outro layout. Na contabilidade, temos perdido horas de sono pra fazer as prestações de contas. Na verdade, a prestação de conta é responsabilidade do cliente, mas por “n” motivos a gente acaba auxiliando. É uma vantagem nossa como empresa. A gente não entra só com o software, a gente acaba que entra com assessoria, consultoria e vendemos esse pacote e não cobramos por isso. Então, eu acho que isso é um diferencial da nossa empresa, mas é também uma parte muito trabalhosa.

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

O momento mais desafiador da minha carreira na Sonner foi realmente Suzano, a ida pra Suzano. Era algo novo, eu nunca tinha pego um desafio dessa magnitude. O Jandson me fez esse convite eu acho que em 2010, falou: “Cara, estou precisando de uma pessoa de contabilidade lá, o projeto vai ser assim e tal, a empresa tá comprando um apartamento lá…” Eu pensei: “Opa, o negócio é sério!” Ele falou: “Cara, te eu dou 15 dias pra pensar.” Eu pensei: “Como assim?” Aí eu falei: “Cara, eu nunca arreguei, então vamo!” Vamo com a cara e com a coragem.  A Vanusa tinha 10 anos de Unitri e aí ela pediu aquela licença pela sindicado da educação. Porque tem uma forma de pedir uma licença não remunerada… ela podia ficar 2 anos. Nós fomos pra lá pra ficar 3. Eu falei: “Jandson são 3 anos? Ok, eu vou pra ficar 3 anos, nem mais nem menos.” A Mel tinha 4 meses de vida quando nós fomos.

Até então, era nosso maior cliente. Foi muita responsabilidade. Então, foram 3 anos assim, digamos, bem difíceis. Mais pra minha família do que pra mim né? Porque era muito estresse… O restante dos cabelos eu perdi foi em Suzano, inclusive. É um município muito grande, um volume de informações muito grande… Foi trabalhoso, mas me modificou, somou muita coisa. No período em que eu estava em Suzano, tive mais contato com o Jandson. O Jandson que tomava conta de Suzano, especificamente. Ele é um diretor comercial, então quando ele não estava lá, eu fazia essa parte também. Então, lá a gente tinha que fazer barba, cabelo e bigode. Além das prestações de contas, períodos de adaptação… No começo, até você absorver tudo, são muitas informações soltas que vem de outros sistemas… Então, até você conseguir condensar isso tudo pra ficar tudo amarradinho, pra gente conseguir enviar as prestações de contas sem dor de cabeça, demora… Eu me lembro de algumas madrugadas, 3 ou 4 horas da manhã… A contabilidade tem a questão de prazo, se você extrapolar o prazo, o município paga multa. Então, mesmo que não seja culpa nossa, o município meio que vai tentar nos responsabilizar de alguma forma né? Sempre dão um jeitinho…rsrs Então, tinha dia que a gente ficava varado… a gente teve alguns bons momentos.

Eu recebi um conselho uma vez do meu avô. O meu avô faleceu em 2017, e foi um pouco antes de eu ir pra lá… Na verdade, foi no mesmo ano que eu fui, em 2009. Contei das dificuldades, como era, que era tudo novo… Meu avô trabalhou mais de 30 anos na Companhia Paulista de Força e Luz. Na época que meu avô começou a trabalhar, não era poste, era piche. Eles faziam estrada… depois que subiu pro poste. Meu avô se aposentou como chefe lá, ele tinha segundo grau completo, mas muito esforçado, muito sábio, um homem muito sábio. Ele falou assim:

“Filho, vou te falar uma coisa: sempre vai ter alguém novo, alguém fresquinho, que acabou de chegar da faculdade, que as vezes vai ter mais conhecimento que você… Você precisa ser bom no que eu você faz. Mas, sobretudo, os seus patrões pelo que você me conta, é uma família, e o perfil deles, o que eles precisam é de alguém que seja de confiança.”

Então, eu ter um retorno, um feedback, por exemplo do Jandson, ou dos meus patrões chegarem pra mim e falarem: “Cara, é exatamente isso que eu quero que você faça. É exatamente isso que eu esperava que você fizesse.” Isso é muito confortante né… E eu ouvi algumas vezes isso. Eu saí de lá (Suzano) assim, missão cumprida! Saí com esse sentimento, de que eu dei o meu máximo, dei o meu melhor e eu tenho certeza que eles podem confiar em mim hoje. É isso.

Qual você acha que é o grande diferencial do sistema de Contabilidade da Sonner?

Os sistemas integrados são o diferencial. Porque acaba que o processo é automatizado e as prestações de contas precisam ser o mais automatizadas possível. Quanto mais informações aquele software leva pro tribunal de contas, melhor pro município. Existem parâmetros, tem um layout que tem que ir aquilo especificamente, não pode ir além. Mas assim, a nossa equipe é uma equipe diferenciada. É uma equipe muito diferenciada! Os meninos que ficam no laboratório, a nossa equipe… Inclusive, quando você fala de prestação de contas, tem que elogiar, não tem como: Ranzatti, Francislei, Júlio Cesar, Antônio, Rosan, Gustavo, Fernandinho, toda nossa equipe de Contabilidade. Espero não estar esquecendo de ninguém rsrs Mas, basicamente, essa é a galera que tem nos ajudado aqui na sede. E tem a galera que nos ajuda também na empresa. A gente não pode esquecer… Deixei um pupilo lá em Jaguariúna, deixei várias pessoas por onde eu passei, assim como os meninos fizeram, eu fui pupilo deles um dia, né?  A nossa equipe é uma equipe muito boa. Eu só tenho elogios pra nossa equipe. No que diz respeito a prestação de contas, porque quando o bicho pega mesmo, tá todo mundo lá firme, entendeu? Ah, nós vamos comer pizza hoje? Vamos! Então, a gente vai comer pizza e nós só vamos sair quando acabar o negócio. Tem muitas e muitas histórias, né? Muitos e muitos perrengues e muitas noites sem dormir mesmo.

Qual conselho você daria aos novatos que estão chegando agora?

Bom, pra galera nova, eu costumo dar alguns conselhos né… Pra galera que eu ando, normalmente, quando eu vou implantar com os funcionários, eu costumo falar o seguinte:

“A Sonner é uma empresa que foi criada a partir de uma família. A Sonner tem um ambiente muito diferenciado. Na verdade, é uma família. Eu me sinto parte dessa família. Como família, você nunca vai desamparar um familiar seu.”

Eu já vi muitas coisas acontecerem aqui, mas eu nunca vi um diretor, um dono, desamparar algum funcionário, com problemas pessoais, inclusive. A Sonner é uma empresa muito humana. Eu costumo falar que eu vou aposentar na Sonner. Não é camisa mais, é tatuagem. Uma vez, eu, o Markim (Marcoherinton) e o Jandson, a gente viajando, ele falou: “Cara, tem que vestir a camisa!” Fez uma brincadeira… Eu falei:

“Irmão, aqui não é camisa mais não fi, aqui é tatuagem!” rsrs

Eu costumo dizer que a Sonner é uma empresa pra se aposentar. Se você faz o seu trabalho do jeito que tem que ser feito, faz o que tem que ser feito, você nunca vai ser mandado embora. Tem “n” casos de clientes que nós implantamos, contratamos as pessoas e hoje esse cliente não existe mais, por algum motivo nós deixamos de atender esse cliente. E o funcionário que estava lá na época, foi deslocado pra outro cliente. Pensa no custo, já parou pra pensar? Você tem o carro, você mora a 50, 60, 100 km daquele cliente e você se desloca. Eu acho que a Sonner pensa muito no lado do funcionário.

Um momento engraçado

O momento mais engraçado? Que vergonha… Não pra mim, né? Pros outros. Porque pra mim não foi nada agradável. Rsrs A gente tava em Poços de Caldas e eu acordei, fui a pé pra Prefeitura, conversando com a Vanusa, a minha esposa. Conversa vai, conversa vem e tal… Chegando na Prefeitura, de repente, eu senti um negócio hahaha eu senti uma coisa. Era uma subida imensa pra voltar pro apartamento, eu pensei: “Gente, eu acabo o serviço na Prefeitura ou eu volto pra casa?” Eu tive que entrar na Prefeitura e falei pro Julio: “Me empresta o carro aí pra eu ir lá pro apartamento.” “– O que aconteceu?” Resumindo: acabou que eu perdi a roupa! hahahaha Foi isso.

Você vai querer divulgar isso pra Sonner inteira saber?

Ahhh, não tem problema… Quem nunca? hahaha

Momento mais desafiador

Tiveram muitos momentos né… muitos mesmo. Muitos perrengues… Vamos lembrar um recente, em Jaguariúna. Implantando esse cliente a gente passou por dificuldades… Demoraram demais pra inserir os dados e acabou que sobrou no nosso colo e a gente não podia perder o prazo… Eu lembro que eu consegui enviar o arquivo era 23h59. Ficamos a semana inteira trabalhando, antes disso eu fiquei o final de semana lá sozinho… Teve um dia lá que eu fiquei quase 3 dias acordado. Tirando cochilo de 1 hora, meia hora, por pra funcionar de novo… Quase 3 dias. E aí, eu consegui mandar 23h59!!! Na verdade, não só eu né? A gente tem que agradecer os nossos colegas. A nossa equipe é uma equipe, apesar de cada um ter a sua particularidade, a nossa equipe é muito unida. Então, eu tenho muito o que agradecer, a gente sempre tem se ajudado. Todo mundo que me pede ajuda, eu nunca vou negar essa ajuda, porque todas as vezes que eu precisei eu fui ajudado, né? Esse é também um conselho que eu dou sempre. Eu tô aqui pra te ajudar, o que tiver ao meu alcance eu vou te ajudar. Então, ajude também quando alguém te pedir.

Cliente mais chato

A gente ouve também os meninos falarem. Eu não implantei todos os lugares, quando eu cheguei já tinham clientes… Aí alguém vai falar: Não, Pedro Leopoldo foi demais, foi tenso… Poços foi impactante. Sul de Minas foi. São Paulo… Mas tem alguns clientes… Jaguariúna é um cliente que dá muito trabalho rsrs mas tem uma galera muito boa. A gente sempre deu muita sorte, sempre trabalhamos com pessoas bem tranquilas…, Mas Suzano é um cliente que dá muita dor de cabeça. O período de implantação é um período muito intenso, digamos assim. É um período que você tem que fazer funcionar. Você tem aquele cronograma e esse cronograma precisa ser cumprido. O cliente não quer saber se nós não encontramos informação na base dele, ou se tá em 2 sistemas e a gente tem que condensar em 1 sistema. Enfim, é um período realmente muito turbulento. Já chegamos a ter ano que eu rodei entre 50 a 60 mil km, naquele ano. Implantando toda semana… Não podíamos faltar, porque não pode deixar a peteca cair né?

Cliente que mais agregou

Pra mim, um cliente que agregou muito foi São Roque. Um município que nós implantamos em 2018. Eu já implantei alguns municípios e São Roque foi um cliente que todo mundo era muito capacitado no setor. Então, essa é uma dificuldade que a gente tem muito na área da contabilidade. Você precisa entender um pouco da contabilidade, você precisa entender o conceito de como são os processos. Então, as vezes você está explicando o sistema, mas o sistema é conceito. O sistema é Contabilidade. Existem pessoas do setor de contabilidade que as vezes não sabem nem o que é empenho. Como você vai fazer o empenho? Eu preciso treinar e capacitar essa pessoa pra ela utilizar o sistema. Mas, as vezes, a pessoa pergunta: “O que é empenho?” Entendeu? Rsrs Então, eu acho que a maior dificuldade que a gente tem é isso. É ter que ensinar o conceito para o usuário.

Um colega que te inspira

Bom, um colega que me inspira, um cara que eu admiro muito, um cara que me deu muita força, é o Júlio (Negão). Eu admiro a maneira como ele lida com as coisas. O que acontece… Na prestação de contas a gente fica pilhado, é muito serviço, é muito problema. O Júlio é um cara que sempre age da mesma maneira, pode tá pipocando ou pode tá tranquilo. Ele é um cara que sempre levou as coisas na boa. Um cara que me ajudou muito e me deu muitos conselhos. Eu admiro muito ele. Mas, tem muitas pessoas que eu admiro na Sonner. Não só da minha área… Eu acho que se eu pudesse resumir em uma palavra, seria gratidão. Como eu falei, a gente tem sempre que se ajudar. Então, eu tenho que agradecer. Eu sou o que eu sou hoje, por méritos meus também claro, mas graças aos colegas. As vezes a gente tem dificuldade em reconhecer isso, as vezes a gente consegue fazer uma coisa, as vezes a gente consegue dar um treinamento, as vezes a gente consegue fazer uma implantação, por causa daquele colega que nos ajudou, que foi lá que deu aquela força. Então, a minha equipe, desculpem as outras, mas a equipe da contabilidade não tem jeito, é uma equipe muito diferenciada.

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