Figura do Mês: Bianca Dido l SonnerNews Vol. 50

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A Figura do Mês desta edição é a Bianca Dido. Sua história na Sonner começou em 2008, quando ingressou como aprendiz aos 16 anos. Ao longo dos anos, ela se especializou em RH e passou por projetos em diversos municípios, como Bragança e Pelotas. Atualmente, está em Louveira, viajando conforme a demanda das implantações. Sempre determinada e organizada, Bianca também ama compartilhar histórias sobre sua família. Clique no play e venha inspirar-se com a trajetória dela!

Na conversa, ela deixa conselhos para quem está começando agora e conta algumas histórias engraçadas de bastidor. Leia a transcrição abaixo ou dê o play na gravação para conhecer essa trajetória.


(0:12) LARISSA: Oi Bianca, boa tarde, obrigada por ter aceitado o nosso convite de participar de mais um Figura do Mês. Seja bem-vinda!

(0:18) BIANCA: Oi Larissa, obrigada! Eu quero agradecer pelo convite, estou bem feliz de fazer parte desse quadro, de estar aqui. Agradeço.

(0:25) LARISSA: Para nós é uma honra contar com a sua presença, porque hoje a gente vai poder contar aqui para os nossos colegas um pouco da sua história, que é uma longa trajetória aí que a gente vai compartilhar com o pessoal. Mas antes de entrar nessa sua história mais profissional, eu queria ouvir um pouco mais da Bianca no lado pessoal. Conta para mim quem é a Bianca assim, se você pudesse se descrever em poucas palavras.

(0:53) BIANCA: Bom, eu acredito que a nossa personalidade é uma só, independente de pessoal e profissional, mas eu me descrevo como uma pessoa determinada. Eu corro atrás dos meus objetivos, de tudo aquilo que eu quero para a minha vida. Sou muito sonhadora — uma vez eu conversei com o Neander sobre isso: “só realiza quem sonha”. Então eu sou muito sonhadora, idealizo coisas para a minha vida, sonho muito a fim, com certeza, de realizá-las. E eu sou muito independente. Apesar de casada e com filho, eu me considero independente no sentido de não pedir ajuda para fazer algumas coisas, eu quero resolver tudo sozinha. E eu sou muito família, muito amiga. Eu gosto de ter as pessoas perto de mim, da minha família perto de mim. Às vezes eu faço muito mais pelo outro do que por mim mesma, então eu me descrevo dessa forma.

(2:07) LARISSA: Bacana, que bonito isso! Eu também acredito muito nos sonhos, acho que a gente precisa pensar no que quer para a nossa vida e manifestar isso, acho isso muito bacana, que legal. E você falou de algumas coisas que acabam sendo características fortes suas… Uma das perguntas que eu ia te fazer era qual seria uma característica forte que te define, mas você acabou falando. Tem mais alguma que você acha interessante compartilhar, talvez profissional?

(2:35) BIANCA: Ah, eu acho que essa questão da ajuda me descreve muito. Quando eu pego para ajudar alguém, dentro da minha própria família mesmo, eu sou a cabeça — vamos dizer que sou a cabeça dos irmãos. Apesar de ser a caçula e a mais nova, eu ainda assumo tudo, eu sempre estou resolvendo tudo. “Ah, eu preciso resolver alguma coisa, alguma papelada”, alguma coisa é a Bianca. E na questão da amizade também: as minhas amigas me descrevem como a “agente de viagens”, porque quando a gente vai viajar, quem organiza sou eu! Eu que vou atrás da casa, eu que vou atrás das compras, eu que vou atrás de tudo. Então eu sou muito amiga nesse sentido, muito amiga mesmo, gosto de organizar tudo, de estar sempre à frente de tudo.

(3:30) LARISSA: Bacana isso! E você tem alguma mania?

(3:34) BIANCA: Tenho. Eu sou surtada por limpeza, né?

(3:40) LARISSA: Sério?

(3:41) BIANCA: Eu era um pouco surtada por organização, mas a maternidade me tirou um pouco isso, porque acaba que depois que a gente vira mãe a gente acaba não tendo controle muito das coisas, né? Sempre tem um brinquedo em que você tropeça por aí. Mas assim, a limpeza… eu sou surtada por limpeza, né? Se eu puder limpar a casa três vezes no dia, eu limpo. Não posso ver um nada, um cisco no balcão que eu já estou lá passando um pano, então eu sou a louca da limpeza.

(4:10) LARISSA: Então eu vou sair um pouquinho aqui do script e vou te perguntar: você teve alguns desafios aí na sua história na Sonner e nas suas viagens, né?

(4:18) BIANCA: Eu lavei muita louça para deixar em ordem! Eu lembro que lá em Pelotas… nossa, lá em Pelotas era o caos aqui, né? Então assim, eu chegava no final de semana, eu lavava louça, me dava um negócio ver aquela louça assim, como em muitos outros lugares, né? Então assim, eu tinha essa mania, eu sempre organizava tudo.

(4:41) LARISSA: Então o pessoal deve gostar bastante de viajar com você, porque você viaja e deixa tudo em ordem, entendeu? Quem não curte lavar se esquiva…

(4:50) BIANCA: Foge da responsabilidade, porque a Bianca…

(4:52) LARISSA: Ó, porque a Bianca chega por aí! Legal, Bianca. E conta agora… vamos falar um pouquinho então da sua história na Sonner. Você começou muito novinha, né?

(5:03) BIANCA: Comecei! Eu comecei, tinha 16 anos.

(5:07) LARISSA: 16?! Eu estava na minha cabeça, quando a gente conversava, que era 18 ou 19. Foi antes, então…

(5:11) BIANCA: Eu entrei na Sonner em 2008, em janeiro de 2008. E aí uma curiosidade de quando eu entrei com 16 anos é que eu comecei trabalhando as 8 horas ali por dia, né? E um dia alguém me ligou e falou assim: “Bianca, quantas horas você está trabalhando?”. Eu falei: “8”. “Não, não pode, porque você tem 16 anos!”. E aí eu assinei um contrato de menor aprendiz.

(5:37) LARISSA: Nossa.

(5:38) BIANCA: Até chegar março, que era o meu aniversário, para eu completar os 17 anos, né, e sair dessa fase de menor aprendiz. Então eu entrei na Sonner como menor aprendiz, em 2008. Talvez eu tenha sido a única menor aprendiz da Sonner.

(5:59) LARISSA: Na área de suporte, eu acho que sim. A gente até tem aqui no administrativo o pessoal que ajuda a gente, mas como suporte, eu acho que realmente. E já foi uma responsabilidade logo cedo, né, Bianca?

(6:13) BIANCA: Então, eu entrei em 2008. Na época a Leminha estava saindo da Educação e eu entrei para cuidar dessa parte da Educação, né? E, nossa, aí quando você me convidou, eu falei: “Nossa, deixa eu puxar lá na memória, né? 2008…”. Meu, eu cuidava da Educação, então era em torno ali de umas 10, 12 escolas que eu cuidava. E na época, as escolas não eram interligadas, né? Elas não eram interligadas com a Prefeitura. Então cada uma ali tinha, vamos dizer assim, só o banco de dados. E eu levava o exe para fazer a atualização do sistema em um pendrive! Eu ia de escola em escola para fazer a atualização. Muitas vezes eu chegava na última escola para atualizar e já tinha saído exe novo, e eu tinha que começar tudo de novo. Então assim, essa foi a minha entrada. Depois de um tempinho, eu cuidei ali de Saúde, me aprofundei um pouco na parte de Nota Fiscal Eletrônica, né?

(7:15) LARISSA: Isso tudo foi em Louveira, Bianca?

(7:17) BIANCA: Isso, em Louveira. Isso tudo em Louveira. Aí quando acabou o contrato em Louveira, acho que lá para 2015, a gente foi para Bragança. Eu e o Tiago fomos para Bragança, né? E quando a gente chegou lá em Bragança, já tinha uma equipe formada, né? A Paola já estava lá, o Neander, né? E aí chegou eu e o Tiago. E tem muito dessa de “ah, cada um cuida de um sistema”, uma coisa ali, né? Mas aí a gente… O que eu falo muito é que a gente não pode ter noção só de um sistema, né? Porque daí quando eu cheguei lá em Bragança, como eu cuidava muito de Educação, eu me senti um pouco perdida. Eu falei: “E agora, né? Como vai ser?”. Então já foi um desafio ali de aprender outras áreas, né?

(8:04) LARISSA: Sim.

(8:05) BIANCA: Para poder continuar ali no suporte, né? Então a gente foi para Bragança em 2015. Ali em Bragança já tive um pouco mais de oportunidade de aprender o sistema, outras áreas, né? E depois de Bragança veio a oportunidade de Pelotas, né? Que daí eu…

(8:25) LARISSA: Olha Pelotas depois.

(8:27) BIANCA: É, 2015… acho que Pelotas foi em 2017, mais ou menos.

(8:32) LARISSA: E foi nessa época que você migrou, assim… dessa oportunidade que você conta, seria de ser especialista de RH? Como que foi?

(8:40) BIANCA: É, porque… até então, a gente fica ali no cliente, a gente fica um pouquinho… eu pelo menos pensava assim: “Ah, eu só fico aqui e tal. Será que as pessoas me veem? Será que sabem quem eu sou?”. Sabe, assim, meio esquecida. E eu queria crescer, queria ter uma oportunidade, eu queria aparecer, eu queria crescer! E aí o Neander me falou assim: “Você quer ir para Pelotas? Eu vou indicar o seu nome, porque eu vou precisar de ajuda no RH. Se você topar, eu vou indicar o seu nome e, se der certo, você vai”. E aí o Neander indicou o meu nome e eu fui, com a cara e com a coragem, porque eu não sabia nada de RH, nada, nada, nada! E Pelotas foi o pontapé, foi onde começou a minha história no RH. O Neander foi um grande professor, me ensinou muita coisa, mas assim, eu fui sem saber absolutamente nada. Mas foi a grande oportunidade, uma virada de chave mesmo dentro da minha carreira, dentro da Sonner, né? Porque foi onde eu aprendi muita coisa e onde também eu tive contato com outras pessoas. Porque até a história de Louveira e Bragança, eu tinha mais contato com o Jarerson, por exemplo. Mas aí depois conheci um pouco mais o Jonathan, o Jander, colegas incríveis. Porque lá em Pelotas foi uma história, né? Foi uma história à parte.

(10:09) LARISSA: Foi uma história à parte, né?

(10:12) BIANCA: É, realmente! Foi uma grande oportunidade de conviver com colegas, Marquinhos, Guãs, com colegas de anos de casa que me ensinaram muita coisa. Então assim, foi um grande aprendizado, um grande aprendizado.

(10:30) LARISSA: E pensando no que você estava falando no primeiro bloco, né, sobre quem você é… A gente vê aí nessa história sua na Sonner que está totalmente correlacionada, claro, com as suas características: essa determinação, essa garota sonhadora, né? Essa que vai, que corre atrás, que quer ajudar e tudo isso, como você bem disse, né? Não existem personalidades diferentes, o que você é vai estar ali refletido no seu trabalho, né? E teve alguma história engraçada assim, Bianca, lá em Pelotas ou em algum lugar? Essas são as que o pessoal mais gosta de ouvir, entendeu? As histórias!

(11:07) BIANCA: Não sei se engraçada, mas talvez uma história mais cara de pau, assim, né? Porque depois de Pelotas ainda tiveram muitos desafios por aí. Acho que depois que implantou Pelotas eu fui para São Roque… passou por outros aí, mas foi parar lá em São Roque, né? E aí lá em São Roque, aquela equipe de Bragança se reencontrou, porque acabou que Bragança terminou, né? Então lá em São Roque se reencontrou eu, a Paola, o Neander, o Tiago… Eu lembro que um dia a gente estava no apartamento junto lá de São Roque e estávamos assistindo à final do The Voice, né? Na noite já, já era bem tarde. Estava eu, a Paola, o Tiago, o Samuel, acho que o Renan e o Davi. E aquela gritaria dentro do apartamento, aquela confusão, porque cada um estava torcendo para um lá na final. E aí interfonaram. Eu fui atender e era o porteiro do prédio, né? Ele estava falando assim: “Ah, dona Bianca, os vizinhos estão reclamando do barulho, vocês estão fazendo muita bagunça, tal…”. E eu, cara de pau, falei: “Não! Hoje eu estou sozinha aqui no apartamento, é impossível!”. E aí o pessoal caiu na risada. E tudo bem! Continuamos ali, abaixamos um pouquinho o tom da voz, porque quando a gente pegava para falar parecia que a gente estava brigando, né?

(12:31) LARISSA: É porque esse cara aí fala baixinho, o resto quando fala parece que a gente está brigando!

(12:37) BIANCA: E aí, no dia seguinte, para sair para trabalhar, né? O porteiro lá no posto dele para abrir o portão para a gente sair, e o carro lotado, né? Ele solta: “Dona Bianca, bom dia! Estava sozinha, né?”.

(12:51) LARISSA: Ele falou?!

(12:52) BIANCA: É! Então essa foi uma história, assim, que me veio agora para contar.

(13:00) LARISSA: Ai, gente, que bacana! Por isso que a Sonner, assim… a gente brinca, né, que é essa grande família. Porque a gente tem a vivência no nosso trabalho, no nosso dia a dia, mas a gente acaba morando com os nossos colegas, assim… pelo menos no caso de vocês, que são suporte e estão viajando no dia a dia, acaba tendo muito essa troca mais próxima, né? De estar ali com os nossos colegas no dia a dia.

(13:24) BIANCA: Sim! Acaba que a gente troca um pouco de família, assim, quem viaja, né? Tem uma família durante a semana e uma outra família lá no final da semana esperando a gente, né? Então eu viajei bastante, bastante… E é assim, eu gostava muito, gostava muito de viajar, né? É claro que depois… quando eu viajava muito ainda era solteira, então tinha muito aquele compromisso e tudo mais. Aí depois as coisas mudaram, me tornei mãe, casei… Então agora, se eu puder ficar mais sem viajar, eu ficaria linda, né? Mas ainda assim eu gostava muito, né, de compartilhar vivências com os colegas. E sempre fui muito respeitada, acho muito importante falar isso, né? Sempre fui muito respeitada pelos colegas e agradeço muito por isso. Já comemorei muito aniversário nas casas por aí também, né? E eu acho que é muito gostoso ter esse carinho, receber esse carinho, né? Porque às vezes a gente não está com a nossa família ali de sangue, mas os que estão com a gente nos acolhem para fazer parte. Então acho legal.

(14:45) LARISSA: Ai, que legal! Bom, eu acho que a gente já está tendo assim um clima de encerramento da nossa entrevista, porque essa mensagem que você deixou no final acho que tem tudo a ver com os valores da Sonner. E tem a ver com a nossa última pergunta, que é uma pergunta que eu gosto muito de fazer, principalmente para aqueles que estão com a gente há muito tempo, né? Quase como se a sua própria história se confundisse um pouco com a história da Sonner também, que seria para você deixar um conselho, né? Porque quando eu te convidei eu falei: “Bianca, é muito legal a gente contar sua história, porque você tem muito tempo aqui e hoje a gente tem muita gente nova, né?”. Então os valores, aquilo que você conta, é uma inspiração também para quem está chegando agora. Eu queria que você deixasse um recado aí para a galera nova, para esse novo momento que a gente está vivendo hoje na empresa, né? Um momento de crescimento, graças a Deus, para a gente poder continuar transmitindo aí esse legado.

(15:39) BIANCA: É… O que eu diria para o pessoal que está entrando é ter muita força de vontade de aprender, né? Eu acho que correr atrás, né? Pegar o problema do cliente como o seu problema, né? É o nosso problema, a gente tem que resolver, a gente tem que vestir a camisa e ir atrás resolver, né? Eu acho que eu falei isso um pouco lá atrás quando eu migrei de Louveira para Bragança: não se prender a apenas um sistema, né? Conhecer um pouquinho de todos. Por exemplo, o PDF: saber o básico do PDF, que é… Ixi, agora me perdi, eu tenho que editar!

(16:19) LARISSA: Tudo bem, não tem problema nenhum! Vai começar de onde? “Saber o básico do PDF” foi a última frase que você falou. Pode continuar.

(16:30) BIANCA: Então, por exemplo, saber o básico do PDF: tramitar um processo, né, incluir um anexo ali… Na contabilidade: saber gerar um empenho, a liquidação… Então coisas básicas, né? Você sabendo um pouquinho de cada um, você já consegue atender o cliente de uma forma mais eficaz, né? E é isso, assim. E dar boas-vindas para os colegas novos, né? Que muitos estão sempre chegando. Mas é isso! Eu tenho um exemplo, deixa eu até dar um exemplo: eu lembro que quando a gente estava em São Roque, a implantação de São Roque foi um grande desafio para mim, porque acho que foi a primeira implantação que eu fui para fazer sozinha, né? Mas depois acabei tendo a ajuda de alguns colegas, né, como o Alessandro, o Valtinho. Mas quando o Valtinho saiu, o Joe chegou. O Joe estava entrando na empresa e o Joe não sabia nada, óbvio, né? E eu falei assim para o Joe: “Você precisa aprender tudo sobre o ponto eletrônico”. Ele: “Como?”. Eu falei: “Assistindo aos vídeos”. Na época acho que tinha uns vídeos que o Valtinho tinha feito, eu falei: “Assista aos vídeos do Valtinho”. E hoje o Joe é o cara do ponto eletrônico, né?! Então assim, se tiver força de vontade, aprende, é só correr atrás! É só correr atrás, né? Não adianta achar “aquele ali vai resolver, então eu vou ficar aqui de boa”, né? Corre atrás que vai dar certo.

(17:59) LARISSA: É isso aí, deu certo, deu muito certo! Que legal a sua história, Bianca, e que legal ver todas as suas histórias que você foi contando ao longo da nossa conversa aqui, muito relacionadas com quem você é como pessoa. A gente já teve oportunidade de ter algumas trocas, né, antes de gravar essa entrevista, sobre a nossa maternidade, sobre a nossa vida pessoal, e acho que vai ser bem bacana que outras pessoas também possam ter esse prazer de conhecer um pouquinho mais da sua história. Obrigada por ter participado com a gente, Bianca!

(18:30) BIANCA: Obrigada pelo convite, fiquei muito feliz! Obrigada.

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