Garantir notas altas nos índices oficiais de transparência exige dados precisos. Na prática, a presença de sistemas isolados entre secretarias ainda é um dos principais gargalos para a contabilidade das prefeituras.
O Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal divulgado em junho, com base no exercício de 2025, demonstra esse gaargalo. O levantamento aplicou 207 verificações cruzando DCA, RREO, RGF e Matriz de Saldos Contábeis. Só 930 municípios chegaram à nota A, que exige acerto em mais de 95% dos itens. Outros 1.727 pioraram em relação ao ano anterior, e esse é o dado que mais diz sobre o assunto: a maioria dessas prefeituras entrega tudo dentro do prazo. O que falha é a consistência entre um sistema e outro.
Dados isolados
Na maior parte das prefeituras, o lançamento tributário fica em um sistema, a arrecadação é conferida em outro e a escrituração acontece em um terceiro. Como não existe base comum, a informação circula por exportação de arquivo, planilha intermediária ou digitação mesmo.
Os efeitos são conhecidos por quem trabalha no fechamento. A guia baixada em um dia e conciliada em outro deixa a receita realizada fora do lugar. A dívida ativa inscrita no módulo de tributos com uma classificação entra na contabilidade com outra, e a posição do estoque nunca fecha. Quando o contador ajusta manualmente para conseguir assinar o bimestre, o ajuste não retorna à origem, então o mesmo erro reaparece no bimestre seguinte.
O resultado chega meses depois em três frentes: pendência de validação no Siconfi, perda de pontuação na avaliação do Tribunal de Contas e receita que ninguém foi cobrar porque os dois cadastros nunca bateram.
O que muda com um sistema integrado
Usar um sistema integrado significa ter módulos que gravam na mesma base, com o mesmo plano de contas e a mesma tabela de receitas.
Na prática, o lançamento tributário já gera o registro contábil, com a classificação correta, no momento em que acontece. A baixa da guia atualiza dívida ativa e receita realizada de uma vez só. A Matriz de Saldos Contábeis é extraída da própria escrituração, sem montagem paralela. E o portal da transparência publica direto da base, com detalhamento e filtro, em vez de depender de alguém subir arquivo todo mês.
A conferência deixa de ser tarefa de fechamento e passa a acontecer no lançamento, que é quando ainda dá para corrigir sem retificação. Some-se a isso o tempo que a equipe recupera: dias de reconciliação por bimestre que voltam para análise de execução e cobrança da dívida ativa.
Sobre a Sonner
A Sonner desenvolve há mais de 30 anos sistemas integrados para a administração pública, com os módulos tributário, contábil e de transparência operando na mesma base de dados. Se a sua prefeitura ainda depende de planilha para ligar uma secretaria à outra, fale com a gente e veja o que muda já no próximo fechamento.

