O que um versículo bíblico tem a ver com uma senha de acesso? O Robert Paulo Martins te conta! Referência na área comercial e veterano com 25 anos de Sonner, o premiado destaque da Convenção 2025 traz conselhos, experiência e boas risadas para nossa entrevista de hoje. Clique no vídeo ou leia a transcrição abaixo dessa conversa cheia de histórias.
Amanda: Olá pessoal, hoje o Figura do Mês recebe alguém que é parte da história da Sonner. São quase 25 anos de história junto com a gente construindo esse legado de gestão pública. Ele foi estrela do nosso Oscar da Sonner no ano passado na nossa convenção. Prazer, Robert. Tudo bom com você?
Robert: Prazer, Amanda. O prazer foi meu. Foi um Oscar sim, não muito merecido porque era mais para os gordinhos, né? E eu já fui gordinho, né? Tô brincando, foi legal. Só de participar foi muito interessante. Foi muito bom.
Amanda: Foi muito legal esse destaque, né? Então, Robert, eu queria começar falando de você, te conhecendo um pouco mais. Você já é uma figura conhecida aqui na Sonner e eu queria entender: além das implantações, quem é você no dia a dia? Como você se definiria em poucas palavras?
Robert: Ah, o Robert… Sou um cara simples, humilde, que gosta demais de trabalhar e estar em cima de problemas tentando resolver. Acho que sou assim até na vida pessoal. Sou pai de três filhos homens, feliz só por ter saúde e ter um emprego que eu amo. A função que eu faço, eu amo, então sou muito feliz. Honro minha mãe, e sou muito feliz por poder honrar tudo que ela já fez e faz por mim até hoje. É uma das coisas que me deixa mais feliz no mundo, poder honrar ela e ela ver isso em vida. Sou um cara muito feliz. É difícil algo me deixar para baixo. Quando tem, é joelho no chão às três da manhã, Deus me responde e pronto, acabou. É isso aí.
Amanda: Muito legal você ter falado de honrar a família. Esse legado é muito importante. E a gente aqui, numa empresa familiar como a Sonner, acho que esse pilar é fundamental para a gente também.
Robert: Eu acho que faz total diferença. Na Sonner, ainda mais por ser uma empresa familiar. Mas na vida de qualquer ser humano, ser uma pessoa que honra pai e mãe é um dos mandamentos da Bíblia. Aqui, sem falar de religião, mas honrar faz total diferença na vida pessoal e profissional.
Amanda: Verdade, é fundamental. Voltando, Robert, para sua carreira nesses 25 anos de Sonner…
Robert: Muito tempo.
Amanda: Né? Eu queria entender como é a sua atuação como gerente comercial. Quais foram os principais desafios que você já passou? Se você já atuou em alguma outra área? Conta um pouquinho para a gente sobre esse caminho.
Robert: Bora lá. Bom, eu entrei na Sonner em março de 2001. O Jadson e o Jaderson me deram essa oportunidade. Eu conhecia uma pessoa em comum na família. Eu tinha saído da Unimed, fiz um freelancer na Algar e eu sabia, desde menino, dirigir caminhão e carreta. Pediram para o Jadson dar uma oportunidade: “Você conhece o Robert, ele pode dirigir os caminhões”. Na época, a Sonner ainda tinha a Sonner Logística, não só informática.
Amanda: Olha!
Robert: E aí o Jadson disse: “Manda ele lá tal dia que vou conversar com ele”. Eu fui achando que ia dirigir caminhão para o armazém. Chegando lá, para minha surpresa, não era para dirigir caminhão. A maioria dos analistas naquela época não tinha carteira de motorista. O Jadson disse: “Você vai levar os analistas onde eles precisarem, vai pegar o carro da empresa e viajar com eles. Você topa?”. Falei na hora que sim. Lembro como se fosse hoje, minha primeira viagem foi para Lambari, no sul de Minas, levando o Magno. De lá, eu ia para Belo Horizonte fazer compras para o Jaderson. Naquela época, a gente pegava uma prefeitura para implantar e fazia a solução completa: rede, lógica, computadores e o sistema.
Robert: Era um Fiat Uno, o carro que mais correu na empresa até hoje. Quem me ouvir aí, sabe disso.
Amanda: Essa história é conhecida, a gente tem até foto dessa frota.
Robert: É mesmo! E ficando lá em Lambari, o Magno Machado começou a me ensinar a atualizar o sistema. Naquela época não tinha Live Update, era internet discada. Você descia arquivo por arquivo. Comecei a aprender. Depois de uns dois meses, o Jaderson chegou para uma reunião com a prefeita e, no final do dia, me encontrou nos corredores: “Você está aqui até agora?”. Eu disse: “Tô atualizando o sistema”. Ele perguntou: “Você já sabe atualizar?”. Eu disse que sim. Ele me chamou para jantar e disse: “Beleza, estou tirando seu salário de X e passando para Y”. Eu tinha entrado ganhando o mínimo e, com menos de três meses, tive meu primeiro aumento. E assim veio acontecendo.
Um tempo depois, pelo meu jeito de trabalhar, eu chegava no município para resolver um problema e já olhava se estavam devendo e cobrava. Lembro uma vez que bloqueei o sistema sem falar com ninguém para poder receber. O Jaderson achou bom, porque naquela época era cheque, não transferência. E hoje estou aqui com a oportunidade de gerenciar. A primeira cidade foi Bragança Paulista.
Amanda: Depois de quanto tempo, Robert, desde esse início?
Robert: Ah, fiquei um bom tempo andando com o Jaderson fazendo implantação de tributos e folha de pagamento. Implantamos juntos Divinópolis, Oliveira, Itajubá. Andar com os “Jotas” ajuda para caramba, você aprende por osmose. A base do que eu sei hoje — seja entender um problema no sistema ou dar uma solução para um prefeito ou secretário — eu aprendi com o Jadson e o Jaderson. São dois professores que não tenho nem palavras para expressar o quanto sou grato.
Amanda: Nossa, muito legal, Robert. Ter esses gigantes ensinando no dia a dia é a melhor coisa. E é o que você falou: saber colocar a mão na massa além da gestão.
Robert: Sim, e eu diria que isso é um diferencial para qualquer funcionário da Sonner. Seja quem entrou hoje ou quem tem 20 anos. Se quer ser diferente e ter um salário diferenciado, precisa mergulhar no problema. Mesmo que seja um módulo que você nunca viu, entra, mexe, pergunta. Se não for assim, não vai ser um cara que sabe um pouco de cada coisa.
Amanda: Responsabilidade para si e proatividade, né?
Robert: Sim. Gerenciar não é muito diferente de ser suporte. O suporte pode fazer só o que foi contratado, ou pode querer ser diferente, aprender contabilidade, RH, entender as integrações. A pessoa que tem esse olhar é um suporte diferenciado e está gabaritado para ser um gerente no futuro.
Amanda: Com certeza. E aperfeiçoando essa visão das áreas.
Robert: Sim, porque você começa a delegar menos para a fábrica e o cliente é melhor atendido. É o grande “X” do negócio.
Amanda: Ótimo conselho para quem está na Sonner. E Robert, falando dos clientes, qual foi a maior dificuldade que você já enfrentou? Aquele cenário mais desafiador?
Robert: Olha, eu não vejo mais como “problema”, vejo como questões a serem resolvidas. Mas cidades grandes como Suzano e Uberaba foram desafios. Lidar com várias pessoas influentes no poder exige cuidado, saber o que dizer e como agir. Eu acabei ficando como um “aparador de arestas”. O Jaderson confia em mim para ir onde o contrato está complicado, como fiz ultimamente em Ouro Preto. Você chega com aquela responsabilidade nos ombros de não perder o contrato. Mas eu adoro desafios.
Amanda: E eu imagino que é uma área muito dinâmica.
Robert: Existem duas formas de ser gerente comercial. Uma é só olhar contrato, aditivo e ser interlocutor. A outra, que eu acho que deve ser o padrão na Sonner, é ir para a reunião sabendo o problema e como resolver, sem depender de levar um suporte técnico. Se você não entende do assunto, as pessoas passam por cima da sua cabeça. É como mecânica de carro: se você não entende nada, o mecânico diz que o motor fundiu e você acredita. Se você entende, você questiona.
E gerenciar pessoas é o maior desafio. Saber como falar com cada um é o diferencial para trazer resultados positivos. Você precisa saber “dançar a dança” de cada local. Em Suzano é um jeito, em Uberaba é outro.
Amanda: Muito legal essa analogia. Robert, a gente está caminhando para o final. Você tem muitas histórias engraçadas, compartilha uma com a gente?
Robert: Tem várias. Uma vez estávamos implantando Oliveira e fui entrar no sistema, mas tinham mudado a senha. Gritei para o Eliseu: “Qual a senha?”. Ele disse: “Salmo 23”. Eu comecei a digitar o salmo todo: “O Senhor é meu pastor…”. E não entrava. Aí descobri que a senha era a palavra “Salmo23” e não o texto do salmo!
Outra foi com o Jaderson e o Jadson. O Jaderson estava com a carteira suspensa e fomos parados pela polícia. Eu peguei minha habilitação, coloquei na capinha do documento do carro dele e entreguei. O guarda olhou tudo, não percebeu e disse: “Boa viagem, seu Robert”. E o Jadson, que estava em outro carro todo certinho, acabou ficando retido porque o extintor estava vencido! A gente riu demais.
Amanda: Quanta história! Robert, para encerrar, o que você diria para quem está chegando agora na Sonner?
Robert: Em 2001, o Jaderson me disse que a Sonner era o lugar para eu construir meu futuro e garantir segurança para minha família. Eu nunca esqueci. Se você procura sucesso, a Sonner é o lugar, mas depende de você. Não existe empresa que dê mais chance de crescimento. Na Sonner, você não tem limite. Se o cargo que você quer não existe, a gente cria.
Amanda: Muito legal, Robert. Só depende de você. As oportunidades estão aqui. Queria agradecer muito pela sua participação, adorei conhecer mais da sua trajetória.
Robert: Eu que agradeço. Esse quadro “Figura do Mês” é enriquecedor e agrega muito para a empresa. Parabéns pelo trabalho de vocês na comunicação.
Amanda: Obrigada, Robert! Pessoal, esse foi mais um Figura do Mês. Se inscrevam no formulário para serem os próximos destaques do SonnerNews. Até a próxima!
Robert: Até a próxima, tchau!

