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O EMPREENDEDOR CORPORATIVO E A NOVA INTELIGÊNCIA EXECUTIVA

Há algum tempo se discute o futuro do mundo corporativo e como as grandes organizações se adaptariam com as mudanças e flexibilização dos meios de trabalho.  Com o surgimento desta pandemia mundial que estamos vivendo, a inovação se tornou real e emergente para os negócios.

Observe como nesses últimos três meses fomos forçados a mudar a forma e o local em que executamos nossas funções. Houve uma transformação quanto ao expediente de trabalho, que ao invés de considerar as horas cumpridas da jornada, o foco passa a ser o resultado das entregas.

Alguns paradigmas vêm sendo quebrados com estas transmutações que estamos vivenciando. O home-office é uma delas, assim como os contratos de trabalho, que passam a gradativamente migrar para informais ou autônomos, requerendo maior flexibilidade. Antes, as empresas poderiam ficar inseguras com o atingimento das metas e a falta do acompanhamento presencial de seus colaboradores, e agora, foram obrigadas a planejar, delegar, acompanhar a distância e confiar.

Este nível de liberdade, certamente traz responsabilidade. Cada um, passa a ser o seu próprio gestor, no controle do tempo, da jornada de trabalho e dos resultados. É primordial identificar quais as melhores soluções de produtividade adequadas pra você.

A mudança da estrutura do trabalho, exige um novo profissional no mercado, com as características de um empreendedor corporativo, o chamado intraempreendedor, que não necessariamente possui um tino para os negócios, mas que se reinventa, se desenvolve, se adapta. Um profissional flexível, inovador e especializado. O desenvolvimento ágil destas características é importante para acompanharmos as tendências de transformação do trabalho, nos reinventando e repensando nossos comportamentos.

Na nossa vida e no nosso trabalho, podemos ser protagonistas, coadjuvantes ou figurantes. O protagonista é aquele que toma as rédeas da sua vida, assume responsabilidades, resolve problemas, entrega além do estabelecido, propõe melhorias e soluções. É parte fundamental das organizações e deixa um legado por onde passa. Coadjuvantes e figurantes também são peças importantes. Sem eles, não é possível executar um filme ou dirigir uma empresa. Porém, em momentos de dificuldade ou conflito, podem ser substituídos. Afinal, quais são os atributos diferenciadores dos protagonistas?  

Segundo o mercado de trabalho, as pessoas precisam desenvolver sua inteligência executiva, um conceito que inclusive tem sido bastante utilizado nos treinamentos corporativos. É uma tríade composta por três metacompetências:

  • Mente Relacional
  • Mente Decisória
  • Mente realizadora

A mentalidade relacional é um conjunto de habilidades e atitudes que permitem a construção de uma notoriedade entre as pessoas com quem você se relaciona e também com o mercado em que atua. É um jeito de encarar a vida de forma mais carismática, ser cativante, ter habilidades de construir times e dar um senso comum a grupos de pessoas a ponto de liderar levando esse time a um resultado relevante. É necessário desenvolver também na mentalidade relacional a autoridade, sendo notório o reconhecimento dos outros de suas habilidades pessoais e profissionais, e isso se mostra de forma natural. A mentalidade relacional é generosa, uma virtude que acrescenta algo relevante ao próximo, permitindo formar nele uma visão de futuro e valores de engajamento pessoal e profissional.

A mentalidade decisória é a capacidade de tomar boas decisões em ambientes incertos, e com certeza está entre as competências mais valorizadas. No seu dia-a-dia, você toma decisões o tempo todo. Para que você desenvolva sua mentalidade decisória, três visões  são importantes para a tomada de decisão inteligente:

  • Tenha amplitude e conhecimento sobre o assunto em questão;
  • Avalie as causas e consequências da sua decisão;
  • Decida de forma estratégica levando em consideração o futuro. E para isto, alinhe seus objetivos de forma consistente com as diretrizes estratégicas da organização.

Os conceitos envolvendo a mentalidade realizadora estão transcritos no livro “Mentoria Organizacional”, que aborda ideias que estamos expondo neste texto: INTENSA VONTADE DE PROSPERAR.

Ninguém no mundo trabalha por trabalhar ou apenas para prestar serviços a alguém sem nada em troca. Existem as motivações pessoais que impulsionam a execução do trabalho em troca de algo. Indivíduos aspiram crescimento, desejam ter condições para manter a vida que levam e isso é realização. A mentalidade realizadora, não realiza apenas para outros, mas para si mesmo e isso tem a ver com a prosperidade. Além disso, prosperidade se torna uma necessidade e não apenas um desejo. A mentalidade realizadora causa o desconforto que promove ações desencadeadoras de resultados.

Ao terminar a leitura deste texto, sugiro que você busque em sua essência o aprimoramento para se preparar para um mercado novo, que é sustentável para aqueles que investem em sua carreira e que não dependem de indicações para vencer. Que a partir de sua competência, você seja bem visto, que você cultive seus relacionamentos e faça conexões saudáveis. Que você possa deixar um legado por onde passar, executando o seu melhor e sendo o protagonista da sua vida.  

Compartilho com você um vídeo que me inspirou neste texto:

“O profissional do futuro” na plataforma do Youtube por Michelle Schneider.

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