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O entrevistado de Outubro é o Jaderson, que inclusive é aniversariante do mês. Aproveitamos o momento para perguntar pra ele quais as perspectivas tecnológicas para a Sonner e os desafios que ele vislumbra atualmente para a gestão pública municipal. Além de relatar um pouco da história da Sonner, ele conta como foi a decisão de sair do Rio de Janeiro e vir desenvolver o sonho da construção da empresa da família, em Uberlândia.

Jaderson, muitos já conhecem a história do início da Sonner. Conta pra gente: Como foi a sua transição de carreira e a sua vinda para Uberlândia?

Bom, a minha formação acadêmica, na verdade eu fiz teologia. Eu entendi que deveria ser pastor quando eu era bem garoto e segui toda minha trajetória acadêmica, fui pra um seminário adventista em São Paulo, fiz toda minha faculdade, todos os estágios… Mas, ao final da faculdade, acabou que eu não me tornei pastor e fui morar no Rio de Janeiro. Foi uma experiência muito bacana ter morado naquela cidade, que é uma cidade maravilhosa e extraordinária! Hoje não mais, mas já foi. E ali eu fiz várias amizades na igreja e eu tinha planos de voltar para Uberlândia. A Carla e eu chegamos a comprar uma casa aqui… E aí nesse ínterim, eu recebi uma proposta para entrar para a Golden Cross, ser executivo da Golden Cross. Acabou que a casa que tínhamos aqui a gente vendeu, tomamos outras providências e por oito anos eu trabalhei na Golden Cross. Fiz várias funções, galgando uma carreira, me tornando executivo daquela Companhia, que na época era a maior empresa de planos de saúde do Brasil. Ali eu tive a oportunidade de ter um grande desenvolvimento, de fazer cursos de aperfeiçoamento. Fiz um curso equivalente ao MBA… Então, eu tive uma oportunidade muito grande de me desenvolver, principalmente no trato com as pessoas, na gestão de pessoas.

Um dia, a gente se encontra, o Jandson, o Jander e eu, uma história que todo mundo já conhece. Mas ali, a gente tomou uma decisão que mudaria nossas vidas para sempre, eu principalmente. Porque foi uma decisão que eu tive que chegar em casa e convencer a minha mulher, que amava o Rio de Janeiro, de que valeria a pena sair da cidade, que estava ficando perigosa. As vezes, o Bernard, ele era bem garotinho, ele acordava de noite e vinha para minha cama e dizia: “Papai, papai, o pou pou pou pou” – que era o barulho que ele escutava dos tiros né… A gente morava em um lugar bom no Rio de Janeiro, mas no Rio de Janeiro você sempre está perto de algum morro. E aí, nós decidimos então, a partir dessa oportunidade que eu teria de trabalho, resolvemos sair do Rio de Janeiro, vir pra Uberlândia e começamos então a Sonner. Aliás é muito interessante a formação do nome. Um dia a gente sentado ali no chão, naquele lugar que seria o primeiro local da Sonner, a gente entendeu que deveríamos pegar uma letra de cada um de nós, do meu pai e dos filhos e daí é que surgiu o nome Sonner com dois “n”.  Acabou que em função disso eu vim pra Uberlândia, a gente começou, inicialmente com bastante ênfase na parte de logística, mas já com uma ideia e começando a desenvolver os nossos produtos para a área de governo.

Quais momentos você considera como pontos de virada para a empresa?

Quando nós iniciamos, era um esforço muito aqui, direto na região. Nós não tínhamos penetração para fora do Triângulo Mineiro. Tanto que os primeiros clientes vão acontecer aqui, Prefeitura do Prata, que é cliente até hoje, Câmara do Prata. Depois vamos para a cidade de Indianópolis, Santa Juliana, Guarda-Mor… Então, a gente tinha uma tentativa de fazer negócios aqui na região do Triângulo Mineiro.

O encontro com BDMG foi muito importante pra nós porque ele abriu o horizonte, ele coloca no cenário de Minas Gerais a Sonner, porque a gente começa como consultores homologados do banco, alguém que tem um produto que o banco aprova.

A gente começa a entrar para o lado de Unaí, a gente entra em Teófilo Otoni, que são os primeiros dois. A gente entra em Pedro Leopoldo, depois a gente vai entrar em Lavras, em Itajubá, em Caxambu, em Itaúna, Divinópolis e tudo isso através do BDMG. Isso foi no início dos anos 2000. Nós participamos, em 2000, de uma feira em São Paulo, foi a primeira feira de tecnologia para municípios. E fomos em uma parceria junto com a Itautec, era uma parceria da IBM com a Itautec. E ali nós tínhamos o DB2, que era uma máquina e fizemos ali uma feira e desses clientes todos veio a cidade de Itanhandu. Então, foi um início muito interessante porque isso abriu as fronteiras da Sonner para o resto do estado de Minas Gerais. Logo em seguida, a gente tem um encontro muito interessante na cidade de Lavras com a CPM. Mas, o encontro que talvez foi o grande divisor de águas foi a parceria com a NEC, porque nós tínhamos um produto muito bom, mas talvez a gente não soubesse precificar tão bem. Então, a gente tinha contratos com um valor muito pequeno e acabava que a logística na época é que dava o suporte financeiro para a gente fazer as coisas que a gente precisava fazer, a informática não se auto sustentava. A gente começa no início dos anos 2000, depois de ganhar esses clientes do BDMG, a gente começa meio que se independer da área de logística e agora a área de informática se torna autossuficiente e a gente começa a crescer. E aí, esse encontro com a NEC é muito interessante. Ele não vai agregar muitos clientes, mas ele traz alguns clientes muito importantes para o projeto e, acima de tudo, a gente passa a saber cobrar um valor em função dos estudos que a NEC fez para entrar nesse segmento. Nós estamos falando aí de 15, 16 anos atrás.

Feira de Municípios em 2001

Foi um momento realmente muito importante! Eram 10 anos que nós estávamos na estrada, mexendo com software e a gente tem esse encontro. Passamos a ter uma nova visibilidade, assinamos o contrato da FDE, que é com o governo do estado de São Paulo, prospectamos clientes no estado de São Paulo, Vargem Grande já estava prospectado antes da NEC, mas ele começa com a NEC,  conseguimos a cidade de Louveira… Então, a gente começa a ter essa possibilidade de precificar. A parceria com a NEC foi muito importante pra nós porque ela trouxe recursos e o melhor de tudo é que um dia a NEC falou: “Obrigado, estou indo embora, tudo que a gente fez fica aí para vocês.” Isso foi realmente um divisor de águas. E é um momento também, que o Jander entende que está na hora da gente começar a virar tecnologia. Então, tudo isso é importante!

A gente teve uma reunião com o pessoal da Microsiga, na época, e eles ficaram muito interessados também. E a proposta deles era: “Nós gostamos demais do que vocês têm, a nossa proposta é: vamos fazer uma parceria e vocês reescrevem esse sistema aí em Protheus.” E aí, nós dissemos: “Muito obrigado, não temos interesse.” E partimos então para o Java e veio toda a equipe… Realmente, foram dois momentos fundamentais, esse encontro com o BDMG, que vai gerar os contratos no início do anos 2000, e depois esse encontro com a NEC, que dá pra gente esse outro patamar de negócio.

Foi em 2004 o encontro com a NEC?

Final de 2004, 2005, tanto que o contrato com a FDE vai ser assinado, se minha memória não falha, em novembro ou dezembro de 2005.

Qual o diferencial da Sonner?

Do ponto de vista tecnológico, a gente entende e isso fica muito claro nessa pandemia, que a tecnologia é a solução para muitas coisas. É interessante que software tem um monte de empresa que têm, tem um monte de concorrente da Sonner que têm e que faz lá algo, as vezes o “feijão com arroz.” Nem todos conseguem prestar contas ao tribunal sem manipular dados, eu sei disso, mas teoricamente deveríamos todas as empresas que lidam nessa área pública fazer isso. Mas, a Sonner entende que a tecnologia vai além disso nesse momento, ela é uma possibilidade de aproximar o gestor do seu cidadão, é uma possibilidade de dar informação para as tomadas de decisão… O Jander e a equipe têm trabalhado muito nisso, tem vindo muita contribuição das nossas equipes de analistas de suporte e apesar do volume ser muito grande, a gente tem trabalhado muito para pegar essa cereja do bolo, que é a tecnologia, para que ela de fato seja resultado prático na vida do prefeito, dos gestores, etc. Seja através do celular na mão, então na palma da mão ele tem a prefeitura, seja a possibilidade do camarada querer saber como está a arrecadação dele, ele dá um clique no celular e vê, seja o cidadão que abriu um protocolo e está vendo dados desse protocolo, seja através do BI, com informações para tomada de decisão.

Outro dia eu estava pensando que eu quero que nessa próxima gestão, assim que definir os próximos gestores, eu gostaria de passar um mês inteiro do lado de dois prefeitos completamente diferentes para ir anotando e dizendo: “Tá, mas como que você gostaria de ter isso? Como você gostaria de ver isso?” E ver o dia a dia dele para que a gente possa transformar isso em software na palma da mão dele, para que isso faça diferença na gestão dele. Porque são muitos desafios que eles têm, seja na área da educação, da saúde, da assistência social, de arrumar uma rua, de violência, de segurança. E nós temos recursos para dar informação para ele. Eu vejo que a Sonner nesse momento é uma empresa que está muito à frente de seus concorrentes e tem condições de proporcionar aos gestores essa certeza de que ele está fazendo uma gestão a partir de dados e que a possibilidade de ele acertar é muito grande.

Quais são os principais desafios de trabalhar com a gestão pública? Você acha que a falta de vontade política ou resistência dos servidores é um fator decisivo na implantação das nossas ferramentas?

Eu acho que tem clientes que são resistentes sim, tem clientes que vão falar: “Não, não quero isso, esse negócio vai dar trabalho” ou “Eu não posso fazer EAD porque tem alunos que não tem acesso e a mãe já veio mandar áudio para o prefeito reclamando.” É verdade, existem de fato dificuldades técnicas que impossibilitam implantar alguns recursos. Mas eu acho que cabe a nós, e aqui é um desafio da área comercial, da nossa equipe de gerentes, da nossa equipe de suportes que estão nos clientes, de mostrar para o cliente o que a gente tem. Porque não faz sentido você ter um recurso tão extraordinário, como é a possibilidade de ouvidoria, para que esse cidadão não precise vir até a sede da prefeitura, até o paço municipal, para que ele consiga abrir um chamado, fazer a fotografia de um buraco que está ali na rua… E aí a gente não consegue convencer o cliente de fazer isso, ou a gente nem tenta. Ele não quer porque a partir do momento que eu gero essa demanda ele vai ter que ter eficiência administrativa. É verdade, mas não é isso que a prefeitura prega?  Não é isso que os gestores públicos dizem que querem? Então, eu acho que tem sim resistência de alguns funcionários públicos, mas vale a pena a gente usar o nosso poder de persuasão e usar outros clientes como exemplo de que a coisa está indo bem e aí eu tenho certeza que o resultado é bom.

Nós temos exemplos, como o protesto cartorial, que aumentou tremendamente a receita de alguns municípios. E tem outros municípios que a gente não consegue fazer o pessoal ser convencido de que vale a pena. Vamos mostrar números, vamos mostrar dados! Também tem um aspecto que é muito frustrante, que o Jander as vezes fala: “Sabe aquele negócio que pediram, que era para fazer para ontem e que eu coloquei a fábrica inteira para fazer? Pois é, eu fiz e não tem ninguém usando.”

Pode ser que você não conheça todas as tecnologias que a gente tem e a SonnerNews tem ajudado a trazer essas informações. Então, eu quero te desafiar, que você procure saber o que tem de novidade, não poupe esforços para colocar isso no seu cliente, conte com o apoio do seu gerente e conte com o apoio meu e do Jandson, daquilo que você precisar do ponto de vista comercial, porque é muito importante que os nosso clientes usem todos os sistemas que nós temos por uma questão estratégica fundamental. É muito mais difícil você trocar alguém que usa todo o portfólio do que alguém vir substituir só com sistemas A, B e C. Então, é um desafio que eu estou te fazendo, para que você verifique o que a gente tem de recurso que hoje você não usa no seu município, para que a gente passe a usar e conte conosco para fazer o que for necessário para mostrar para o gestor público que de fato vale a pena ter esse recurso sendo utilizado.

Do ponto de vista tecnológico, o que você vislumbra futuramente para a Sonner e para os governos?

Eu acho que a Sonner está caminhando. Tem muita tecnologia e nós temos produzido muita coisa, inclusive com esse novo modelo de home office. A Larissa até fez uma pesquisa e se você não respondeu por favor responda. É uma tendência muito grande, pareceu muito produtivo, está sendo muito produtivo. Então, a gente tem feito muitas coisas e o Jander com a visão que ele tem, se preocupa muito, cada vez mais com a tecnologia de ponta do nosso produto, fazendo com que o nosso cliente tenha os melhores resultados. Eu não sei te falar se a nossa tecnologia vai rumar para daqui a pouco eu estar falando, a máquina estar ouvindo e o empenho estar pronto a partir da minha fala. Mas uma coisa eu sei, a gente tem usado tudo aquilo que é disponibilizado do ponto de vista tecnológico. Se tem um recurso tecnológico, a Sonner está implementando isso e colocando à disposição. Outro dia, o Jander até teve uma conversa com o pessoal do Google, dizendo que a gente queria conectar também com o Google Meeting. Eles disseram: “A gente não faz isso hoje, mas se fizermos nós vamos colocar a Sonner como um dos testadores dessa nova tecnologia.” A gente está sempre preocupado em usar o que há de mais moderno, com o melhor recurso. Por exemplo, nós estamos com um desafio agora, que é terminar a contabilização web. Está indo muito bem, outro dia a gestora de RH de Pedro Leopoldo fez um vídeo com um depoimento extraordinário! Nós estamos agora com um desafio, que é a virada do sistema do almoxarifado web. Nós já temos ele rodando lá em Várzea Paulista, já implantamos na Câmara de Uberlândia e na Câmara de Patos de Minas. Temos um cronograma e queremos começar. O Magno está à frente disso, o Léo e daqui a pouco eu quero que você implante aí também na sua cidade. Ele traz uma série de facilidades, por exemplo, aquele posto de saúde que está longe pode fazer sua requisição pelo celular, pelo tablet, pelo smartphone. A gente tem muito recurso, a gente quer colocar esse recurso a disposição. O sistema de Guarda Municipal é uma prova disso. Tudo que tem de disponível na tecnologia a gente tem procurado usar para que isso seja em última análise facilitador no processo da gestão e para que esse gestor veja que a Sonner é um parceiro que ele não pode ficar sem.

Cliente mais difícil

O cliente mais difícil eu acho que foi Teófilo Otoni, pela distância, pelas dificuldades que encontramos lá de base de dados, de RH… O Jandson foi pra lá implantar o RH, não lembro se se época junto com o Neander. Uns anos depois, mudou o prefeito e um camarada que era da área de TI começou a copiar os nossos softwares. Quando mudou o prefeito, ele já havia feito a Folha de Pagamento… Ele rodava igual aos nossos sistemas, com a taskbar lá em baixo, etc… Mas a Folha de Pagamento não estava na Sonner e mudou o governo. Um dia eu recebi uma ligação e o Prefeito disse: “Eu não quero que esse sistema rode aqui, eu quero que o seu volte a rodar e eu quero saber se você consegue retomar isso pra mim”, eu falei: “Claro! Em um mês já está rodando.” Um mês em Teófilo Otoni fazendo a virada inteira da Folha de novo e eu me lembro, início de março, nós fomos logo depois do carnaval do ano de 2004 eu acho ou 2005. Na primeira semana de março as pessoas me encontravam pelos corredores da prefeitura e diziam: “E aí? Nós precisamos receber, você está bloqueado nosso pagamento.” E a gente trabalhando sábado a noite, domingo, só folgávamos no sábado pelas questões religiosas que vocês conhecem, mas trabalhando madrugada a dentro e depois de um mês nós pagamos a Folha e voltamos para casa. Passamos 3 ou 4 dias em casa e na segunda-feira seguinte estávamos de volta para Teófilo Otoni. Então, pela distância, eu diria que Teófilo Otoni foi o cliente mais difícil, mais árduo por todo o processo que nós passamos ali.

Cliente que mais agregou

Qual o cliente que mais agregou? Todos! E eu não estou sendo político, estou sendo sincero. Vou dar o exemplo de Itajubá, chegamos em Itajubá, os sistemas anteriores que eles tinham, a menina acabava de fazer um empenho de conta de energia da CEMIG, ela apertava uma tecla e o empenho vinha prontinho de novo só para ela mudar o valor. E ela falou: “Vocês não podem fazer isso?” E eu falei: “Claro que nós podemos!” Chamei o Jander e falei vamos fazer e até hoje é assim. O cliente vem com uma ideia boa é na hora, a gente pega essa ideia boa e incorpora.

Então, qual cliente que mais agregou? Todos os clientes da Sonner, porque todos eles têm uma contribuição que está presente no nosso software hoje e eu acho que isso faz a Sonner ser o que ela é!

Porque a gente não chega lá achando que é dono da verdade, a gente chega no cliente, começa a discutir, o cliente da uma sugestão que a gente nunca pensou, a gente fala: “Esse troço pode ser muito interessante…” A gente vai e implementa isso e o resultado é muito bom. Um exemplo recente é a cidade de Ouro Preto, o Rafael que é uma pessoa da área de TI veio com algumas sugestões para a parte do Portal da Transparência, com relação a Recursos Humanos, a gente implementou isso e isso hoje é muito usado. Tanto que alguns dos nossos clientes estão lá no topo das Cidades mais Transparentes. São contribuições de todos os nossos clientes e todos sempre tiveram alguma contribuição e eu creio que continuarão tendo na medida em que nós formos conquistando novos clientes.

Uma história engraçada

Uma engraçada? Uma vez nós estávamos implantando Lavras, a gente saia daqui aos domingos e voltava sempre as sextas feiras. As vezes dois, três carros… e eu me lembro de um dia, eu sempre fui um cara muito certinho, com documentos e tal, muito certinho mesmo! Porque eu andava com dinheiro no bolso, eu tinha medo de se furar o pneu eu tenho dinheiro para mandar o borracheiro arrumar… O Jandson nunca se preocupou com isso, documentos de carro ele não estava nem aí e eu sempre com meu documento do carro certinho.

Na época nós tínhamos comprado uns Tempras usados, então a gente ia nesses Tempras e voltava. Era um carro muito confortável, muito bom para viajar. Nós saímos de Lavras, éramos eu acho que umas 10 pessoas, 5 em cada carro e o Jandson no carro da frente. Assim que nós saímos da Fernão Dias, pegamos aquelas pistas simples, uma blitz. A blitz no carro da frente, eu falei: “Ferrou! O Jandson está sem carteira, a carteira dele está vencida, ele vai ficar aí e eu vou embora com o resto da turma!” Nós paramos e ele já falou pro Bob: “Bob, me dá sua carteira de motorista e o documento do carro.”

Vocês imaginam a cena: o Jandson dirigindo, o Bob do lado, o Bob pega carteira de motorista dele e o documento do carro, entrega para o Jandson e o Jandson entrega para o guarda. O guarda vai, confere o documento, volta e fala: “Seu Robert, boa viagem.”

E entrega os documentos pro Jandson, sai do carro do Jandson e vem pro meu. Eu que era o cara certinho, que só andava na linha… O guarda falou: “Os documentos do carro por favor.” Revirei o carro de cima em baixo e não achava o documento e falei: “Seu guarda, eu realmente não sei o que aconteceu…” Aí ele olhou lá no sistema, viu que estava tudo certo, tudo pago. A gente contou que estava implantando, que era uma empresa fazendo trabalho em Lavras e ele falou: “Tá bom, nós vamos liberar você para ir embora, vai tomar multa, mas pode seguir.” Dois quilômetros na frente tinha um posto de gasolina, todo mundo me esperando dizendo: “Assim não dá, você precisa andar com as coisas em dia!” rsrs Todo mundo rachando o bico porque eles que estavam todos errados passaram e eu que estava sempre certinho fiquei parado lá na blitz.

Tem uma outra muito engraçada, o Jandson e eu estávamos voltando, não sei se tínhamos ido a Vazante ou Coromandel ou Paracatu, Unaí, uma dessas cidades que não era ainda cliente. Estávamos voltando de uma reunião, no trevo de Coromandel ou Abadia dos Dourados, não lembro… Um guarda parou a gente e falou pro Jandson: “Por favor os documentos do carro e a carteira de motorista.” Na época, era aquela carteira antiga ainda, aquela que não tinha foto etc, o Jandson pegou a carteira dele de identidade de São Paulo, junto com os documentos do carro e entregou pro guarda. O guardinha olhou aquilo de um lado do outro, viu a placa do carro, voltou e falou: “O senhor não é daqui não né?” e o Jandson disse: “Não, sou de São Paulo” e o guardinha falou: “Bem que eu estou achando que essa carteira de motorista é diferente daqui de Minas, mas boa viagem para vocês.” rsrs

Conselho para os novatos

Nós temos o privilégio de ter um grupo de colaboradores conosco que optaram por caminhar essa jornada conosco. Vocês podem olhar aí, o pessoal que está chegando agora vai ver que tem gente que está há muito tempo conosco. A Sonner, ao longo da sua história, sempre teve uma política que é valorizar as pessoas que trabalham conosco. A gente quis fazer com que essa empresa fosse a empresa da família Sonner. A gente sempre se preocupou com um bom ambiente de trabalho, remunerar as pessoas de maneira justa, para que todos possam ter condições de uma boa vida, se possível ter sua casa, seu carro. Enfim, para que todos possam progredir. Então, o que eu quero te dizer é o seguinte: você que já está conosco há algum tempo, você que está chegando agora, entenda que essa empresa tem uma missão. A gente tem valores que são muito importantes e você que trabalha conosco é o maior patrimônio que nós temos e nós reconhecemos isso.

Marcoheriton, Jaderson e Wemerson, em viagem de confraternização da empresa para o Chile, em 2017.

Eu sei que eu cumpro um papel, desde o início da Sonner, como o cara que é o carrasco, que bate. Todo mundo fala: “Ah, é o Jaderson que vai falar? Ih caramba…” Mas, é só um papel. Na verdade, todos nós apreciamos demais todos que estão conosco, agradecemos aquilo que você tem feito e quero dizer para você que está chegando: venha com o coração aberto, aceitando que é uma empresa onde você vai fazer amigos para a vida. E eu espero que você contribua conosco, porque a gente vai junto se ajudando e nós vamos fazendo dessa empresa o que ela é. E cada dia mais, a gente tem sonhos de crescimento e esse crescimento é para todos nós. Então, venha com o coração aberto, aqui é um lugar muito bom de se trabalhar, um ambiente muito harmônico, eu diria. Brincadeiras sadias e muita alegria! Temos a plena certeza de que Deus é o grande comandante dessa empresa, Ele é que tem nos orientado, guardado, protegido, ao longo desses anos todos. Tivemos alguns acidentes, nenhum deles grave ou fatal. E nós agradecemos a Deus por isso. Venha com o coração aberto, fazer parte dessa família e tenha certeza que você que já faz parte, você é muito importante para nós, tá bem?

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